Rua General Eldes de Souza Guedes 63
Vila Sônia - Morumbi, São Paulo
WhatsApp/Cel: (11) 98546-6900

passianotto@gmail.com

© 2018 SUPERNOVA DIGITAL por VÂNIA CAPARROZ para LUCIANO PASSIANOTO | Psicoterapeura

​O início da vida sexual dos adolescentes: manual para pais

4/22/2016

 

​O assunto é tão tabu que muitos pais simplesmente fogem dele. Mas não dá para se esquivar de um tema tão importante quanto a sexualidade na adolescência. Afinal, você já foi adolescente também. Lembra-se de como tinha milhões de dúvidas, curiosidades e vergonha de abordar o tema com os pais ou com adultos em geral? Que tal ter um papel importante nesse momento e ajudar o seu filho nessa travessia, como você fez com os primeiros passos ou as primeiras palavras lidas?

Passo 1: Antecipar-se ao tema.

Buscar sinais de que o filho está desperto para a sexualidade é agir reativamente, ou seja, só depois que os filhos já procuraram saber algo por conta própria. “Os pais devem ser ativos, tomando atitude antes mesmo do despertar do interesse dos filhos por sexo”, diz o psicólogo clínico Luciano Passianotto, de São Paulo. “Pais devem ser ativos e abordar o assunto desde cedo de forma franca, usando a linguagem apropriada para cada idade. Esta postura também ajuda a deixar as crianças mais propensas a serem mais abertas à discussão deste tema durante a adolescência”.

Passo 2: Ser aberto

O psicólogo aconselha franqueza e a abordagem do tema de forma frequente e em pequenas doses. “Tentar sentar o filho no dia em que vocês finalmente tomaram coragem e começar com um `precisamos conversar` e explicar tudo de uma vez será uma experiência frustrante, tanto para vocês como para eles. Não torne também a conversa sobre sexo um “evento importante”, haja com naturalidade como se fosse somente mais um assunto do qual vocês falam. Lembre-se que abordar esse tema pode ser algo muito constrangedor, por isso busque quebrar o gelo falando sobre sua própria sexualidade, sua primeira vez e suas curiosidades”.

Passo 3: Conter a sua curiosidade

É natural da adolescência valorizar a privacidade – e quando se fala em sexo, ainda mais. “Lembre-se que esse tema pode sempre ser constrangedor se não abordado naturalmente”, comenta Luciano Passianotto. “A diferença entre a preocupação e a invasão é que quem cuida se concentra na educação e quem invade, no controle. Pais controladores sempre correrão um enorme risco”.

Passo 4: Não subestimar o tema

Os jovens estão se iniciando sexualmente muito mais cedo. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), realizada entre 2000 e 2004, mostrou que os jovens brasileiros perdem a virgindade em entre os 13 e 17 anos. Há dados ainda mais recentes: a Durex Global Sex Survey, encomendada pela marca de preservativos, constatou que a média no Brasil é de 13 anos. E a gente sabe que aquela história de “mas não com meu filho/minha filha” não cola.


Passo 5: Oferecer ajuda profissional

Alguns pais pedem a ajuda do pediatra para dar tirar algumas dúvidas do filho. “A vantagem do pediatra é que ele conhece bem o histórico do adolescente, mas um hebiatra é especialista nesta faixa de idade e costuma ser mais bem preparado para lidar com essa temática”, opina o psicólogo. “O adolescente pode também associar o doutor de sempre com suas lembranças de infância e, em alguns casos, a introdução de alguém novo pode representar essa nova fase”.

E você, já conversou sobre esse assunto com seu filho adolescente? Conte pra gente nos comentários!

Please reload

POSTS EM DESTAQUE

Quem nunca? 6 frases que todo mundo deveria evitar em uma DR

1/10
Please reload

POSTS RECENTES
Please reload

PROCURAR POR TAG