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​​Vocês disputam poder no relacionamento? Veja dez sinais (e pare com isso)

4/15/2017

​​Um casal é, invariavelmente, formado por pessoas distintas, com seus próprios valores, trajetórias e características. Uma das mais perigosas armadilhas da vida a dois é transformar diferenças em rivalidades. Alguns sinais podem indicar se vocês estão disputando poder na relação: uma partida que, infelizmente, tem dois perdedores. Veja se é o seu caso a seguir. Por Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo

QUEM SE IMPORTA MAIS COM OS FILHOS: a partir do momento em que um dos mais importantes fatores formadores de vínculo entre um casal se torna um ponto de discórdia, há uma série disputa de poder na família. "Muitos pais querem mensurar quem é o melhor, quem faz atividades mais legais com os filhos, de qual dos dois as crianças gostam mais e brigam sobre em quais ombros pesam mais as responsabilidades e demandas da rotina", diz Maria do Céu Scribel, psicóloga de Porto Alegre (RS) especialista em terapia de casal e membro do site www.codigodamente.com. Para Eliana de Barros Santos, psicóloga, psicanalista e educadora de São Paulo (SP), quando o casal divide seu tempo realizando essas tarefas juntos e de forma equilibrada, tudo fica mais prazeroso e os filhos lucram por ter a presença de ambos em seu dia a dia. "Além disso, o par tem sua relação fortalecida através da cumplicidade que se estabelece", diz

UM SE SENTE MAIS SACRIFICADO DO QUE O OUTRO: de acordo com a psicóloga Eliana de Barros Santos, sempre chega a hora de um jogar na cara do outro que está abrindo mais mão das coisas do que o par. Por exemplo: quem faz mais horas extras no trabalho (e junta uma mais dinheiro para a compra um imóvel) ou quem está sobrecarregado com as tarefas domésticas. "Fazer renúncias pelo bem-estar do casal é uma atitude louvável, mas perigosa. Se você faz isso, não cobre. Lembre-se: a doação do seu tempo não é um empréstimo. Combine antes as regras do jogo para não se sentir em desvantagem", fala Eliana

QUAL DOS DOIS ATURA MAIS A FAMÍLIA DO PAR: se esse tipo de pergunta costuma vir à tona com frequência durante as conversas, dificilmente as questões do casal com as famílias de origem estão em harmonia. "Aceitar a família do outro e respeitá-la é obrigação, mas isso não significa que você precisa forçar uma amizade que não existe. Coloque seus limites de forma gentil e não terá de conviver com uma pessoa de quem você não gosta todos os sábados na sua casa, por exemplo", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. Não é porque o par adora sua família que você também precisa gostar da dele. Através do diálogo franco ambos podem apontar seus limites

QUEM INVESTE MAIS NA RELAÇÃO: quase sempre, na composição do casal, uma das partes é mais cuidadora e a outra mais cuidada. Desde o início do namoro é possível perceber aquele que vai se responsabilizar pela parte prática das coisas e o que vai ser mais dependente. "Com o desenrolar dos acontecimentos, é comum que a parte cuidadora, com tendência a ser controladora, passe a exigir que o outro se submeta às suas vontades. É onde mora o perigo, pois o que cuida costuma se sentir no prejuízo quando não vê suas vontades atendidas e o conflito se estabelece", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. Para minimizar o dano, ambos devem rever seus papéis. Repensem suas obrigações assim que a primeira reclamação surgir. Ao acumular queixas, surge a mágoa, tornando mais difícil reequilibrar a relação

SEXO É MOEDA DE TROCA: a frequência, a variedade e a intensidade sexual podem ser motivo de discórdia. Só que, na maior parte das circunstâncias, o sexo é uma moeda de troca, um meio de sinalizar outros problemas. "O amor e o sexo exigem uma boa dose de generosidade e conexão. Em casais ressentidos pelos embates do dia a dia, o afastamento sexual é usado para punir e expressar desagrado", declara a psicóloga Maria do Céu Scribel. Todo desajuste relacionado ao desejo tem sua origem fora da cama. O sexo é alimentado por sutis detalhes cotidianos. Se uma das partes se sente prejudicada na relação, a vida sexual é afetada. Para resolver o impasse, avaliem como está a rotina de ambos e conversem abertamente sobre o relacionamento

DINHEIRO É MOTIVO DE CONSTANTES BRIGAS: quem ganha mais? Quem gasta mais? Quem administra as contas? Essas questões geram sérios embates. "Considere a forma como cada um enxerga o dinheiro a partir de suas experiências mais remotas. Entenda que o dinheiro pode representar poder e submissão e estar sendo usado como ferramenta para o controle do outro", explica a psicóloga Maria do Céu Scribel. Buscar compreender as crenças e emoções de cada um a respeito do assunto pode contribuir para desfazer uma disputa e fazer um uso mais produtivo da renda do casal para que conquistem, juntos, seus objetivos

ALGUÉM SE SENTE "ATROPELADO": o exemplo clássico costuma acontecer em uma roda de amigos ou familiares, quando um começa a contar uma história e o outro interrompe. Talvez o "atropelador" nem se dê conta disso, mas aquele que se vê constantemente podado, certamente, acumula mágoas. Abra o jogo e diga como está se sentindo, pois isso permite ao par se questionar e, assim, melhorar. "Olhe com profundidade os seus medos de se colocar, de defender seu território. Só assim a outra pessoa poderá fazer uma autocrítica positiva", diz a psicóloga Maria de Melo Azevedo, de São Paulo, autora do livro "A Coragem de Crescer - Sonhos e Histórias para Novos Caminhos" (Ed. Summus)

USO DO TEMPO E VIDA SOCIAL: o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto, de São Paulo (SP), fala que o tempo que cada um dedica aos outros (amigos, familiares ou filhos) pode ser diferente. Isso costuma criar conflitos entre o casal. Primeiro, por um se sentir mais isolado do que o outro. E, segundo, porque a própria relação pode estar sendo negligenciada entre tantos afazeres. "Balancear a vida a dois com as necessidades sociais e de trabalho é responsabilidade de ambos, que devem respeitar os momentos de cada e perceber quando os momentos a dois são necessários", afirma Luciano

INDIVIDUALIDADE INCOMODA: é preciso ter em mente que cada casal deve construir o seu formato de viver a relação do jeito que se sentir mais confortável. "Porém, muitas vezes, isso é motivo de brigas e desacordos. Um dos cônjuges pode se sentir desmerecido e enciumado quando o outro faz programas sozinho ou com amigos, causando inveja e reação vingativa", afirma Maria do Céu Scribel, psicóloga. O mesmo ressentimento ocorre nas situações em que um dos dois costuma se dedicar a um hobby ou a um esporte e outro não. Mais uma vez, o equilíbrio é a chave da questão. "Um casal não pode deixar desejos individuais de lado nem priorizar demais as coisas que gostam de fazer sozinhos, deixando o parceiro sempre em segundo plano. Ao perceber que isso está acontecendo, balanceiem as atividades. Ambos precisam ter e saber qual o momento de ficar juntos e quais os destinados às atividades individuais", afirma o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto, de São Paulo (SP)

IMPOSIÇÃO DE VALORES E GOSTOS: cada pessoa tem suas histórias e personalidades diferentes. "Valores distintos podem levar à impressão errada de que o outro não faz sua parte na relação, complicando a convivência", diz o terapeuta familiar e de casal Luciano Passianotto. Isso acontece, principalmente, quando um tenta convencer o outro de que aquilo que ele gosta ou acredita é o correto. É importante conversarem para que, juntos, se ajustem e aprendam a respeitas as diferenças e valorizar as semelhanças

 

Veja o artigo original publicado aqui 

 

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