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© 2018 SUPERNOVA DIGITAL por VÂNIA CAPARROZ para LUCIANO PASSIANOTO | Psicoterapeura

​Casamento não deve ser solução para gravidez inesperada

 

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Apesar de já estar ultrapassada, a ideia de que o casamento é a solução para uma gravidez inesperada continua sendo colocada em prática, o que é um erro. Muita gente ainda leva em consideração a tradição, a honra, os deveres
morais ou religiosos ao avaliar a decisão de assumir um compromisso por causa de uma gestação. Mas a sociedade está mais preparada para aceitar formações familiares diversas, o que inclui pais que não sejam casados ou nem sequer
 
tenham tido um relacionamento algum dia (e o filho é resultado de uma transa casual). 

"É importante que a resolução não seja tomada com base em argumentos passionais ou preconceituosos", afirma o terapeuta familiar e de casal
Luciano Passianotto, de São Paulo (SP), que diz, ainda, que optar por se casar pensando que "se não der certo, podemos nos separar" é também um grande erro.

"Um casamento consome meses de planejamento, requer mudanças no estilo de vida e exige recursos emocionais e financeiros. Todos esses recursos devem estar voltados ao bebê que está para chegar, não ao casal", afirma.

É óbvio que cada caso tem suas particularidades, e todos os ângulos da situação devem ser observados. Existem casais que estão juntos por anos e continuam e se amar; há os que mal se conhecem e outros, ainda, que arrastam
uma relação já sem brilho há tempos. "Na minha opinião, o casamento não deve ocorrer quando sua motivação é qualquer outra que não o amor e desejo de ficar juntos. Tomar essa decisão por um sentimento de

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culpa ou para não se opor à família é muito danoso", diz Luciano. 

A psicóloga Gisela Castanho, de São Paulo (SP), afirma que, no caso de casais muito jovens, outras questões precisam ser consideradas, de ordem emocional,
 
financeira e prática. “No entusiasmo com a situação, rapazes e moças parecem se dispor a brincar de casinha e podem cultivar os planos de casamento como uma espécie de fantasia", diz ela.

Na prática, é preciso saber que vão ter de abrir mão de várias coisas e deixar, aos poucos, a função de filhos para assumirem os papéis de pais de um bebê. "Nem sempre se casar é o ideal nesse início de vida, ainda mais

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se terão de viver sob o mesmo teto que os pais", comenta a especialista, que é organizadora do livro “Terapia de Família com Adolescentes" (Ed. Roca).

Veja o artigo original publicado aqui

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