Rua General Eldes de Souza Guedes 63
Vila Sônia - Morumbi, São Paulo
WhatsApp/Cel: (11) 98546-6900

passianotto@gmail.com

© 2018 SUPERNOVA DIGITAL por VÂNIA CAPARROZ para LUCIANO PASSIANOTO | Psicoterapeura

​Quando apresentar o novo namorado aos filhos?

​​

 Depois de 10 anos de casados, um casal de amigos decidiu se separar, no ano passado. Agora, minha amiga está namorando novamente, e bastante empolgada com o novo relacionamento. Mas há um problema: os filhos de oito e seis anos não querem nem ouvir falar no assunto, muito menos conhecer o namorado da mãe. Por outro lado, os dois aceitam muito bem a nova namorada do pai, até já foram viajar com eles nas férias. “Isto é injusto”, diz a mãe, com toda a razão. Mas o que fazer? Muitas famílias vivem situações semelhantes, por isso, é importante falar sobre o assunto.

Segundo o psicólogo clínico Luciano Passianotto, a separação costuma ser um momento conturbado tanto para o casal quanto para os filhos. Depois de algum tempo, porém, é natural que tanto o pai quanto a mãe arrumem novos parceiros, e aí surge um novo impasse: como apresentá-los aos filhos? Como muitas crianças ainda continuam morando com a mãe, a dificuldade pode ser ainda maior para ela, já que o convívio será mais intenso, e os pequenos sentem medo de perder espaço ou ainda alimentam a esperança dos pais reatarem. “A hora certa para fazer a apresentação é quando o relacionamento já estiver mais maduro, e quando os filhos já estiverem mais familiarizados com a ideia”, sugere.

A conversa deve ser franca, diz Luciano. A mãe precisa deixar bem claro que a decisão dela namorar ou não uma pessoa independe da vontade dos filhos. Mas se as crianças não gostarem do namorado da mãe, ou da namorada do pai? É uma possibilidade bem, real, pelo menos num primeiro momento. É comum, diz o psicólogo, os filhos mudarem de comportamento para chamarem a atenção. Estas mudanças podem ser desde as mais inocentes, como pedir colo toda hora, se for uma criança menor, passando pelas manipuladoras (como fingir que está passando mal, por exemplo), até as destrutivas, como se colocar em posição de risco para conseguir a atenção, atitude m ais normal entre os filhos adolescentes.

O mais importante, explica Passianotto, é que a criança perceba que esse comportamento não vai trazer a atenção que ela busca. Apesar de ser comum que o filho se coloque na posição de vítima, a mãe precisa ser firme e deixar claro que ela também precisa ser feliz. “Os filhos precisam entender que existe distinção entre amor de mãe (ou de pai) do amor que se sente pelo namorado (a), deixando claro que um jamais diminuirá o outro”, completa o especialista.

 

Veja o artigo original publicado aqui.

Please reload

POSTS EM DESTAQUE

Quem nunca? 6 frases que todo mundo deveria evitar em uma DR

1/10
Please reload

POSTS RECENTES
Please reload

PROCURAR POR TAG